
" Um mar de gente"
Essa é a frase que melhor define o aeroporto nesse dia. Muitos que vão... muitos que chegam... Não existia espaço, sequer, para caminhar pelo saguão. Ir do TPS1 para o TPS2 ? Tarefa de bravura! Longas filas... Longas esperas... Muita gente irritada... Muita gente animada (afinal, em breve estaríam com sua gente)... Nossos telefones não paravam de tocar. Quase não conseguíamos colocá-los em suas bases. Foram as doze horas mais longas que já vi. Ou melhor, que já vivi. A mídia lá, já anunciava o novo "caos aéreo" de fim de ano. Nem tanto assim, né gente? Aumentou o número de passageiros, obviamente aumenta o movimento no aeroporto. E é assim nas rodoviárias também. Mas vender "caos rodoviário" não é tão fácil quanto o "caos aéreo", acho eu! No meio de tanta irritação, para minha surpresa, lá vem uma senhora e um menino ao balcão pedir informação. Sim, uma surpresa! Ela me pergunta se eu poderia lhe passar informações sobre o TRE. Isso mesmo: ela queria saber sobre o Tribunal Regional Eleitoral! Ainda perguntei se não seria o Juizado de Pequenas Causas... Mas não era. Disse a ela que ali era o aeroporto e não tínhamos qualquer informação que detalhasse a rotina do TRE. Ela afastou-se, olhou para cima e disse indignada: "- Ué? Mas aqui diz 'informações' "...
Ainda durante esse dia, recebo uma ligação de uma senhora aflita que me pergunta onde fica a agência da CEG ( Companhia Estadual de Gás) mais próxima da Ilha do Governador.
Tudo bem! Ossos do ofício, penso eu.
Fui pra casa às 19 horas, com minha cabeça imitando movimentos elásticos. Talvez, se tentasse enumerar quantos irritados, alguns até mal-educados mesmo; quantos meio alcoolizados, talvez pelo medo de voar; quantos pegos de surpresa por não portar documentos e perderem seus vôos; não conseguiria. Mas posso me lembrar de todos os anciosos, os felizes, os empolgados que, depois de um ano de trabalho, estavam a caminho de sua gente. Sua terra. Isso, sim, dá vontade de não esquecer nunca.
Tudo bem! Ossos do ofício, penso eu.
Fui pra casa às 19 horas, com minha cabeça imitando movimentos elásticos. Talvez, se tentasse enumerar quantos irritados, alguns até mal-educados mesmo; quantos meio alcoolizados, talvez pelo medo de voar; quantos pegos de surpresa por não portar documentos e perderem seus vôos; não conseguiria. Mas posso me lembrar de todos os anciosos, os felizes, os empolgados que, depois de um ano de trabalho, estavam a caminho de sua gente. Sua terra. Isso, sim, dá vontade de não esquecer nunca.
BOM TRABALHO A TODOS QUE ESTÃO DE SERVIÇO HOJE E AOS QUE ESTARÃO AMANHÃ !
imagem: O Globo.com

Nenhum comentário:
Postar um comentário